Filiação



“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. … Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.” — 1 João 3:1, 2

PARA MANTERMOS nossa fidelidade, é importante estimarmos o privilégio de sermos filhos de Deus. Além do texto introdutório, chamamos a atenção para as seguintes declarações das Escrituras: “Aqueles que temeram [reverenciaram] ao SENHOR falaram frequentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele [para eles]. … Eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim joias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve.” (Mal. 3:16, 17) “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.” (Gál. 3:26) “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus, … no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo.” (Flp. 2:15) “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. … O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” (Rom. 8:14, 16, 17) “A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados.” — Rom. 8:19, Nova Versão Internacional

É um grande privilégio sermos um filho de Deus, pois, segundo sua Palavra, todos nós éramos “filhos da desobediência, … por natureza filhos da ira.” (Efé. 2:2, 3) Se não fosse a obra redentora de Jesus Cristo, ainda estaríamos condenados à morte. Nós, junto com a inteira raça humana decaída, não poderíamos ser considerados parte da família de Deus enquanto fôssemos “filhos” do pecado e da morte que herdamos de nossos primeiros pais.

ADÃO PERDEU A FILIAÇÃO

Adão foi criado um filho de Deus — um filho humano e terrestre, à “imagem” e “semelhança” de Deus, embora um “pouco menor … do que os anjos”. (Gên. 1:26, 27; Sal. 8:4, 5) Adão perdeu sua filiação por meio da desobediência. Com isso ele também perdeu a comunhão com Deus. Sua descendência não tinha as bênçãos de ser filhos de Deus, nem usufruíam de associação e comunhão com ele. Contudo, ao citarmos com mais detalhes as palavras do apóstolo Paulo, lemos: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.” — Efé. 2:1-3

Aqui o apóstolo Paulo diz que nascemos filhos da desobediência de Adão, e da ira relacionada com sua condenação por Deus, no Éden. Nessa condição, estávamos “mortos em ofensas e pecados” — isto é, mortos nas ofensas de Adão. Contudo, existe um raio de esperança nas palavras: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” (João 3:36) De fato, não havia nenhuma esperança de filiação para a humanidade até que Jesus, o “filho unigênito” de Deus, veio ao mundo. (v. 16) Mas de sua vinda, felizmente, a chama dessa esperança foi reavivada.

Abraão foi um grande homem, devotado à justiça, mas ele não era um filho de Deus. Segundo o registro bíblico, ele era “o amigo de Deus”. (Tiago 2:23) Moisés, do mesmo modo, era uma pessoa nobre e um servo fiel, mas não era um filho de Deus. Paulo disse: “Na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, … Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós.” (Heb. 3:5, 6) Aqui vemos que é possível obter a filiação, mas como nos tornamos membros dessa família de filhos? Como deixamos de ser filhos da desobediência, debaixo de condenação divina, e passamos a ser filhos de Deus?

COMO NOS TORNAMOS FILHOS

Entender como esse relacionamento se tornou possível nos ajuda a termos mais apreço por ele. A base de tudo é o “resgate por todos” fornecido pelo “homem Cristo Jesus”. (1 Tim. 2:5, 6, ARA, NVI) Jesus deu mais detalhes, ao dizer: “Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” (João 5:24) O apóstolo Paulo expressa a mesma ideia com as seguintes palavras: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, … Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” — Rom. 8:1, 2

O modo pelo qual nos tornamos filhos de Deus é por nos aproximar dele com plena crença e fé “em Cristo Jesus”, seu filho unigênito, e fazermos uma consagração incondicional para realizar sua vontade. Se assim nos consagrarmos, o mérito do resgate é atribuído a nós e, por meio disso, somos cobertos com o “manto de justiça” de Cristo e apresentados ao Pai. Vestidos com esse “manto”, somos “agradáveis a si no Amado”, pois o Pai nos vê como justos — sem defeitos aos seus olhos. (Isa. 61:10; Efé. 1:6; 1 Cor. 6:11) Assim, somos livrados da condenação adâmica e “gerados” para uma nova “esperança viva”, ou vivificante. (1 Ped. 1:3) Agora, em vez de sermos filhos da desobediência de Adão, somos descritos como “filhos obedientes” e considerados filhos de Deus. (v. 14) Se pularmos qualquer parte desse processo, não alcançamos a filiação.

Os seguidores judeus do Mestre foram os primeiros da raça humana desde o homem perfeito Adão a se tornarem filhos de Deus. Isso aconteceu no Pentecostes. No relato do Evangelho de João, ele diz que Jesus veio para seus irmãos judeus, porém, a maioria deles “não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. (João 1:11, 12) Posteriormente, começando com o centurião gentio Cornélio, o privilégio da filiação foi estendido a todos, sem restrições de nacionalidade ou de qualquer outro tipo. (Atos 10:1-45) Portanto, é da vontade de Deus que pessoas de todas as nações, tribos e línguas façam parte daqueles que constituem sua família de filhos.

“ABA, PAI”

Paulo escreveu: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” (Rom. 8:14, 15) A expressão “Aba, Pai” é linda! Outro uso da mesma é encontrado nas seguintes palavras: “Porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho.” (Gál. 4:6, 7) Notamos aqui que esse clamor emana de nosso coração por meio da influência do Espírito Santo.

Nesses versículos, “aba”, a palavra caldeia para pai, não foi traduzida, ao passo que a palavra grega “pater” foi traduzida por “pai”. Portanto, as duas fazem referência a Deus como “Pai”. Jesus usou ambas as palavras. Ele cresceu ouvindo a palavra “aba”. Quando menino, sua língua natural era aramaico caldeu. Ele sem dúvida amava pronunciar o nome de seu Pai Celestial do modo em que originalmente foi ensinado. Pense na simplicidade e no carinho das palavras de nosso Senhor na sua oração registrada em Marcos 14:36: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.”

ADOÇÃO — UM PROCESSO JURÍDICO

Em um dos versículos que acabamos de considerar — Romanos 8:15 — outra palavra nos é apresentada. Trata-se da palavra “adoção”, a qual aparece várias vezes no Novo Testamento. No uso atual, “adotar” significa trazer para o seio da família uma pessoa — geralmente uma criança — por meio de um processo jurídico que, ao se completar, faz com que a pessoa “adotada” seja tratada como se fosse um filho natural da família, com todos os direitos e privilégios incluídos. O mesmo é verdade no caso de nossa filiação. A palavra grega traduzida por “adoção”, segundo a Concordância de Strong, significa “colocação como filho”. O uso dessa palavra enfatiza o processo jurídico pelo qual somos feitos aceitáveis a Deus e então nos tornamos filhos, gerados por ele por meio de seu Espírito.

Em harmonia com esse pensamento, certos detalhes jurídicos tinham de ser cumpridos com o nascimento, a morte e a ressurreição de Cristo Jesus, antes que pudéssemos nos tornar filhos de Deus. Paulo havia falado sobre essas coisas nos capítulos iniciais de Romanos. Era preciso que o preço pelo resgate fosse fornecido qual pagamento à justiça de Deus “para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. (Rom. 3:26) Após esses requisitos terem sido satisfeitos, o caminho para a filiação podia ser legalmente inaugurado. Então, se tivermos dado os passos mencionados anteriormente — a fé no sangue de Jesus e uma consagração incondicional — somos “colocados como filhos” pelo processo jurídico de redenção provido por Deus e por termos sido gerados pelo Espírito Santo.

UMA PALAVRA DIFERENTE

Em várias passagens do Novo Testamento, Pedro, João e Paulo usam uma palavra para “filhos” que transmite a ideia de alguém que usufrui de uma intimidade especial com o Pai. A obra Thayer’s Greek Lexicon (Léxico Grego, de Thayer), ao tecer um comentário sobre essa palavra, diz que esta representa “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus e, portanto, intimamente relacionados com Deus”. Essa é a palavra usada em 1 Pedro 1:14: “Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância.” João usa essa palavra em João 1:11, 12, já citado anteriormente nesta lição, bem como em nosso texto introdutório, onde ele fala do “amor do Pai” pelo qual somos “chamados de filhos de Deus”, com a promessa de que “ficaremos parecidos com ele, pois o veremos como ele realmente é”. — 1 João 3:1, 2, NTLH

Paulo também usa a mesma palavra ao descrever nossa posição quais filhos. Ele diz: “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo.” (Flp. 2:15) Aqui o apóstolo nos lembra que ele não se esqueceu dos requisitos que precisam ser satisfeitos para que sejamos considerados “irrepreensíveis”, “sinceros” e “inculpáveis” perante Deus. Contudo, quando essas exigências jurídicas são satisfeitas, como foram por Cristo Jesus, então ganhamos o privilégio de ter um relacionamento verdadeiramente filial com Deus.

Portanto, não podemos fazer confusão. Nossa “adoção” refere-se apenas ao processo pelo qual fomos juridicamente “colocados como filhos”. A humanidade perdeu legalmente sua plena filiação, a qual tinha Adão quando era um ser humano perfeito. Cristo precisou morrer para que a humanidade pudesse ser legalmente liberta da condenação. Por sua morte e ressurreição, os meios pelos quais poderíamos ser “colocados como filhos” foram constituídos. Em resultado, agora podemos nos tornar filhos verdadeiros de Deus — pois Cristo inaugurou legalmente o caminho para isso.

O MISTÉRIO DE CRISTO

Lemos posteriormente no Novo Testamento: “Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o Príncipe da salvação deles.” (Heb. 2:10) A grande verdade de que “muitos filhos” seriam trazidos à glória foi revelada pelos ensinos vigorosos de Paulo, o apóstolo para os gentios. Sua mensagem é bem resumida naquilo que escreveu sobre o “mistério de Cristo, O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas; A saber, que os gentios são coerdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho”. — Efé. 3:4-6

Quais filhos de Deus, quer sejamos judeus ou gentios, precisamos aprender muitas coisas. Precisamos aprender a ser guiados por seu Espírito. “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” (Rom. 8:14) Por termos sido atraídos por Deus, chegamos à consagração. O Espirito Santo é a força que nos guiou até essa decisão, que é a mais importante de nossa vida. Contudo, agora que já tomamos essa decisão e nos tornamos filhos de Deus, o Espírito Santo deve continuar sendo nosso guia diário e precisamos seguir sua orientação. Nosso Pai Celestial, que é Todo-Sábio, usa o Espírito Santo para nos guiar providencialmente, e precisamos aceitar isso. Precisamos deixar que o Espírito Santo exerça controle sobre as experiências de nossa vida. Ele também revela a vontade de Deus para nós, e temos que realizá-la do melhor modo possível. Precisamos deixar de lado nossa própria vontade ou desejo, e seguir as orientações da graça divina à medida que o Espírito Santo nos manifesta isso. Somos guiados “a toda a verdade” pelo Espírito Santo. (João 16:13, NVI-PT) Devemos, portanto, aceitar e seguir a verdade conforme essa nos é revelada.

Também devemos aprender a obediência de um filho de Deus. Essa é uma lição difícil, especialmente porque somos, por natureza, obstinados e egocêntricos. Não foi uma lição difícil para Jesus, mas, ainda assim, ele teve de aprender a obediência. “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu; E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem.” (Heb. 5:8, 9) De fato, o exemplo da obediência de Cristo é o padrão que devemos seguir quais filhos de Deus. “As armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo.” — 2 Cor. 10:4, 5

A LUTA DO CRISTÃO

Não lutamos com as armas da mente carnal e suas ambições, preconceitos e aspirações pessoais, mas sim com a Palavra de Deus e seu Espírito. É assim que conseguimos derrubar as fortalezas do erro, da tradição, da especulação e da obstinação. As conjecturas do raciocínio humano e suas filosofias caem por terra. Cada coisa soberba, cada atitude altiva, cada manifestação de orgulho, cada exaltação do ego, e toda coisa que nos impede de obter a plenitude de Sua benção, precisam ser conquistadas pelo poder da verdade de Deus conforme revelada pelo Espírito Santo. Numa guerra, a vitória leva cativos ao exército vencedor. Nossa vitória sobre o orgulho e a obstinação também faz seus prisioneiros. Leva cativo cada pensamento de nossa mente e coração à “obediência de Cristo”.

Talvez possamos resumir a importância da obediência com as seguintes palavras: “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele; … ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues.” (Rom. 6:16, 17) Sejamos obedientes, “de coração”, mesmo até a morte.

A DISCIPLINA É NECESSÁRIA

Como filhos de Deus, precisamos suportar a disciplina. Lemos: “Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho.” Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.” — Heb. 12:5-11, Nova Versão Internacional

A palavra “disciplina” usada nessa passagem vem de uma palavra grega que significa “educação ou treinamento”. Portanto, entendemos que a disciplina não precisa significar desaprovação da parte de nosso Pai, nem necessariamente significa que houve pecado da parte do filho. Nosso Pai sabe que precisamos de instrução. Na verdade, as experiências disciplinadoras pelas quais passamos na vida revelam o amor de nosso Pai, pois ele as fornece como parte de nosso treinamento, como instrução educacional para nosso proveito espiritual. É verdade que às vezes a disciplina ocorre em resultado de nossos próprios erros — quer em palavras, quer em ações. As consequências naturais desses erros não são, a princípio, alegres, mas tristes. Todos nós passamos por experiências assim, junto com o pesar mental resultante delas.

Boa parte de nosso sofrimento resulta de nossos próprios erros. Nosso Pai até poderia nos livrar disso, mas ele não o faz pois sabe que podemos aprender com essas experiências. Elas nos mostram quais são nossas fraquezas e nos ensinam a depender dele. São o que a Bíblia chama de “corrigir” e de “instruir em justiça”. (2 Tim. 3:16) Por meio dessas experiências, o Espírito Santo testifica ao nosso espírito de que somos verdadeiros filhos de Deus. Que possamos sempre entender esse relacionamento e estar dispostos a aceitar suas instruções.

FILHOS DA LUZ

Quais filhos de Deus, também precisamos compreender que somos filhos da luz, e isso traz certa medida de responsabilidade. “Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.” “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade).” “Vós sois a luz do mundo.” (1 Tes. 5:5; Efé. 5:8, 9; Mat. 5:14) Esses versículos nos lembram que, além de sermos filhos de luz, precisamos andar na luz, produzir o fruto dessa luz e ser a luz do mundo. Devemos examinar a nós mesmos para saber se também somos “filhos” de Deus nesses aspectos.

Uma das características do verdadeiro cristão é que ele constantemente procura morar na luz da verdade por pesquisar as Escrituras. Só assim poderá saciar sua sede da verdade, e obter a compreensão dos frutos necessários para refletir corretamente a luz da verdade perante outros. À medida que todos os “filhos da luz” fazem tais esforços, desenvolvemos uma irmandade unida e baseada no amor. No arranjo familiar natural, é normal existir certa “rivalidade entre irmãos”. Mas não deve ser assim entre os filhos espirituais de Deus. Em vez disso, o amor mútuo, a preocupação, o companheirismo, a ajuda e o apoio devem ser sempre os princípios orientadores de nosso relacionamento uns com os outros.

Logo chegará o dia em que todos os filhos espirituais fiéis de Deus terão completado sua jornada terrestre. Eles serão glorificados como “herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo”. (Rom. 8:17) Esse será mais um dos maravilhosos privilégios usufruídos pelos filhos de Deus. Com tamanha perspectiva diante de nós, fazemos nossas as palavras de Paulo: “Tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” — v. 18

A HUMANIDADE ESTÁ AGUARDANDO

Hoje, a vasta maioria da humanidade “geme e sofre” debaixo da condenação divina. A raça humana “aguarda ansiosamente” por dias melhores, embora não saibam como ou quando isso se dará. Entendemos, contudo, que todos os a quem Deus reconhecer como filhos, quer no céu, quer na Terra, precisam primeiro ser libertos das correntes do pecado e da morte por meio do sangue de Jesus Cristo. Também sabemos que, por fim, os únicos que receberão o privilégio de ter vida serão aqueles que se tornarem filhos de Deus, quer no plano humano de existência, quer no espiritual. De fato, toda a criação está aguardando a “manifestação dos filhos de Deus” — esperando que o Cristo, a família espiritual de Deus, receba poder e grande glória. A “manifestação”, ou revelação, desses filhos de Deus resultará em bênçãos para o restante da humanidade, a qual será salva e “libertada do cativeiro da corrupção”. — Rom. 8:19-22, VC

Sejamos fiéis, para que possamos participar da manifestação dos filhos de Deus, bem como em dispensar bênçãos a todas as famílias da Terra. Repetindo as palavras de nosso texto introdutório, “agora somos filhos de Deus”. O mundo não nos conhece como filhos de Deus, assim como a nação judaica não reconheceu que Jesus era o Filho de Deus. Contudo, temos a promessa: “Ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.” — 1 João 3:1, 2

Obs.: Artigo originalmente publicado em A Aurora.

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Comentários

  1. Bom dia,

    Para receber a chamada celestial e aceita-la é nescessario fazer parte de algum grupo de estudantes da bíblia? Ou podemos fazer parte de qualquer outro grupo desde que acreditamos nas verdades fundamentais das escrituras?

    Att

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    1. A Bíblia não indica nenhum grupo específico por nome, mas sim diz que devemos conhecer a Verdade e estar fazendo a vontade do Pai em união com Cristo Jesus. Dito isso, não conheço nenhum outro grupo que esteja mais próximo da Verdade do que os Estudantes da Bíblia. Creio ser importante estarmos associados com nossos irmãos de fé. Mas é Deus que decide a quem ele vai gerar por Espírito.

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  2. Olá!

    O que podemos dizer de uma pessoa que leva uma vida moralmente correta; deposita fé em Crsito e acredita sinceramente que vai para o céu, mas que acredita, por exemplo na trindade. Essa pessoa recebeu uma chamada celestial?

    Obrigado

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    Respostas
    1. Em última instância, não podemos dizer a quem Deus decidirá gerar por Espírito ou não. Mas há alguns princípios que talvez nos ajudem a entender isso.
      Por exemplo, sabemos que a Igreja é “coluna e fundamento da verdade”. (1 Timóteo 3:14-15) Sabemos também que essa “verdade” não é apenas a Verdade sobre Cristo (João 14:6), pois nosso irmão e apóstolo Paulo bem nos alertou sobre as heresias doutrinais: "Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina." (Tito 2:1) Nosso destino eterno depende de ouvir "a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação". (Efésios 1:13, veja também 2 Tessalonicenses 2:13-14) Nosso dever, como “soldados de Cristo” é defender a verdade, e não mudá-la. Nosso irmão Judas transmite uma urgência para proteger a fé sã: "me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos." (Judas 1:3, veja também Filipenses 1:27) "Batalhar" contém a ideia de lutar por algo vigorosamente, ou seja, com todo o seu esforço. A Bíblia inclui um aviso para não se adicionar ou retirar nada da Palavra de Deus. (Apocalipse 22:18-19) Ao invés de alterar a doutrina dos apóstolos, recebemos o que nos foi transmitido e mantemos "o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus". (2 Timóteo 1:13) Partindo do princípio que a Trindade, a Alma Imortal e o Inferno de Fogo são ensinos pagãos, são mentiras, são heresias insidiosas que se infiltraram no seio da Igreja primitiva e se alastraram como câncer até nossos dias, como poderíamos esperar que Deus aceitasse como cristão verdadeiro pessoas que promovem essas doutrinas falsas? Que perpetuam esses erros crassos?

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  3. Bom dia como estão?!

    É correto dizermos que durante o milenio e depois, todos aqueles que aceitarem a verdade serão considerados cristãos ou esse termo não será mais nescessario?

    Abç

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  4. Visto que a Bíblia se silencia sobre isso também não temos como dizer com certeza. Não podemos ir “além do que está escrito”. Mas temos uma linha de raciocínio: Será que os servos do passado, antes do primeiro advento de Jesus, eram chamados de “cristãos”? Sabemos que não. Isso parece sugerir que cada Era possui sua própria terminologia.

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