Os cristãos devem celebrar o Natal?


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Em todo o mundo, a vasta maioria dos cristãos celebra o Natal. Mas nos últimos anos, alguns grupos e religiões têm condenado o Natal como uma celebração de origem pagã. Afirmam que celebrar o Natal seria uma ofensa contra Deus e Cristo. Será então que os cristãos devem celebrar o Natal? A resposta a essa pergunta está relacionada com o princípio expresso pelo apóstolo Paulo em Romanos 14:4, 5:
“Quem és tu que julgas o servo alheio? para o seu próprio amo está em pé ou cai; mas ele estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar. Um avalia um dia mais que outro dia; outro avalia todos os dias iguais; esteja cada um plenamente convencido em sua mente.”
O ponto é que cada cristão tem que avaliar o assunto pessoalmente. Existem argumentos pró e contra a celebração do Natal. 
Os que condenam o Natal, dizem que Jesus não nasceu em 25 de dezembro e a data de 25 de dezembro é pagã. Afirmam que 25 de dezembro foi “cristianizado”, isto é, era originalmente uma celebração pagã e depois foi adotado pelo Cristianismo.
A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog explica em seu artigo sobre o Natal:
“Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano.” As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância.”

UMA OUTRA EXPLICAÇÃO QUE NÃO ENVOLVE PAGANISMO

A renomada Sociedade Bíblica de Arqueologia escreveu um artigo, em inglês, intitulado: “Como 25 de dezembro se tornou o Natal”. Em essência, ali diz que vários grupos cristãos por volta do fim do segundo século EC já estavam tentando determinar a data do nascimento de Cristo.
O artigo diz:
“Por volta de 400 EC, Agostinho de Hipona menciona um grupo cristão dissidente local, os Donatistas, que aparentemente mantiveram festivais de Natal em 25 de dezembro. Visto que esse grupo só surgiu durante a perseguição sob Diocleciano em 312 EC, a crença deles parece representar uma antiga tradição cristã norte-africana. (…)

Assim, quase 300 anos depois que Jesus nasceu, finalmente encontramos pessoas observando seu nascimento em meados do inverno. Mas como eles chegaram à data de 25 de dezembro? Por estranho que possa parecer, a chave para calcular o nascimento de Jesus pode estar na data da morte de Jesus, na Páscoa.

Por volta de 200 EC Tertuliano de Cartago relatou o cálculo que o 14 de Nisan (o dia da crucificação de acordo com o Evangelho de João) no ano em que Jesus morreu era equivalente a 25 de março no calendário romano (solar) . 25 de março é, naturalmente, nove meses antes de 25 de dezembro; Essa data foi mais tarde reconhecida como a Festa da Anunciação – a comemoração da concepção de Jesus. Assim, Jesus teria sido concebido e crucificado no mesmo dia do ano. Exatamente nove meses depois, Jesus nasceu, no dia 25 de dezembro.

Essa ideia aparece em um tratado cristão anônimo intitulado Sobre Solstícios e Equinócios, que parece vir do norte da África do século IV. O tratado afirma: “Por isso, nosso Senhor foi concebido no oitavo das calendas de abril, no mês de março, que é o dia da paixão do Senhor e de sua concepção. Porque naquele dia ele foi concebido, e naquele mesmo dia (ou seja data) ele sofreu.” Com base nisso, o tratado coloca a data do nascimento de Jesus no solstício de inverno.

Agostinho também estava familiarizado com essa associação. Em Sobre a Trindade (c.399-419) ele escreve: “Pois ele [Jesus] foi concebido no dia 25 de março, dia em que também sofreu; Assim, o ventre da Virgem, em que foi concebido, onde nenhum dos mortais foi gerado, corresponde ao sepulcro novo em que ele foi sepultado, em que nunca foi homem algum colocado, nem antes dele, nem desde então. Mas ele nasceu, segundo a tradição, no dia 25 de dezembro “.
Embora esses fatos estejam vindo à tona mais recentemente, para os Estudantes da Bíblia, isso não é novidade. Por exemplo, o Pastor Russell (um dos líderes desse Movimento Religioso) escreveu o seguinte, no Volume 2 de Estudos das Escrituras:
“A diferença entre o calendário lunar, usado pelos judeus, e o calendário solar, agora em uso comum, seria de alguns dias, de modo que não poderíamos ter certeza de que o dia exato não poderia ser por volta de 27 de setembro, mas 1º de outubro do ano 2 a.C., é aproximadamente correto. Nove meses antes daquela data nos traria para cerca do Natal do ano 3 a.C., como a data em que nosso Senhor deixou de lado a glória que teve com o Pai antes que (…) a mudança para a natureza humana começou. Parece provável que essa foi a origem da celebração de 25 de dezembro como Dia de Natal. Alguns escritores sobre a história da Igreja afirmam, inclusive, que o Natal foi originalmente celebrado como a data da Anunciação de Gabriel à virgem Maria.” (Lucas 1:26)
Como vimos, há outra explicação para a celebração do nascimento de Jesus em 25 de dezembro, uma que não envolva, necessariamente, a cristianização de celebrações pagãs.
A ÁRVORE DE NATAL

Mas que dizer de outros elementos do Natal, como a árvore decorada? As Testemunhas de Jeová, os da Igreja de Deus e alguns outros grupos fundamentalistas que não celebram o Natal costumam citar, entre outros textos, 1 Reis 14:22-23, que diz:
“Judá fez o mal à vista de Jeová; e com os pecados que cometeram provocaram-no a zelos muito mais do que tinham feito seus pais. Pois também edificaram para si altos, colunas e Aserins em cima de todos os elevados outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes.” (Tradução Brasileira)
De fato, o livro “As Duas Babilônias”, de Alexander Hislop (que influenciou muito a J. F. Rutherford, um dos primeiros líderes da seita Testemunhas de Jeová) disse sobre a árvore de Natal:
“A árvore de Natal, hoje tão comum entre nós, foi igualmente comum na Roma pagã e Egito pagão. No Egito, aquela árvore era a palmeira; em Roma era o abeto, a palmeira que denota o Messias pagão, como Baal-Tamar, o pinheiro se referindo a ele como Baal-Berith.”


Este livro influenciou o sucessor de Russell, Rutherford, a banir muitas celebrações populares


UMA OUTRA EXPLICAÇÃO PARA A ÁRVORE DE NATAL
Veja o seguinte comentário interessante sobre a possível verdadeira origem da árvore de natal:
“Os primeiros registros de uma festa com um pinheiro decorado remetem ao final do século 16, quando a autoridade de uma localidade da Alsácia mandou montar a primeira árvore de Natal. A coisa só virou moda na Alemanha pelos idos de 1800, quando as famílias protestantes passaram a adotar o pinheiro como decoração caseira para o Natal. (…) Decisiva para sua difusão foi a guerra franco-prussiana de 1870 (…) Na época, por ordem das lideranças militares [alemãs], árvores de Natal foram dispostas nas trincheiras, como sinal dos laços com a pátria. Ao que tudo indica, a ideia espalhou-se rapidamente pelo mundo, pois a primeira árvore pública, exposta numa praça e enfeitada com guirlandas, foi registrada no Natal de 1910, não na Alemanha, mas sim em Nova York.

Lenda do paganismo
Em compensação, até hoje circula o boato que esse costume da árvore decorada proviria de culto pagão. Ledo engano. Segundo pesquisas mais recentes a árvore natalina viria dos autos medievais sobre o Paraíso, onde, no dia 24 de dezembro, se erguia a Árvore do Bem e do Mal, sob a qual era encenada a queda de Adão e Eva. Do lado que simbolizava a Redenção, a árvore era enfeitada com maçãs e outras guloseimas; do outro lado, pecaminoso, não havia nada, descreve o estudioso de Bonn.” 
(Leia o artigo na íntegra aqui.)


A árvore de Natal pode não ter origem “pagã”

CONCLUSÃO

Como vimos, pode haver mais de uma explicação para os costumes envolvidos. Outra coisa que precisamos levar em consideração é se atualmente existe conotação pagã. Costumes que anteriormente eram pagãos, como usar aliança de casamento, noivas se casarem de branco, usar bolos em celebrações, etc., com o tempo, perderam totalmente qualquer conotação pagã. Com isso em mente, perguntamos: O que o Natal significa para as pessoas? Uma festa pagã, ou uma oportunidade de estar junto da família e de quem se ama?
Não estamos aqui afirmando que o Natal deve ser celebrado. A questão é que deve ser um assunto de consciência pessoal. Embora tradicionalmente a maioria dos cristãos e Estudantes da Bíblia celebrem o Natal, pode haver casos de alguém decidir não celebrar, especialmente se essa pessoa veio de uma religião que condenava essa prática. Por outro lado, a pessoa que não celebra deve respeitar aquele que pensa diferente. O importante é, conforme o apóstolo Paulo disse, cada um estar plenamente convencido em sua mente. Não devemos julgar o outro.
Independentemente de sua decisão, o Natal é uma ótima oportunidade para nos lembrar do extraordinário presente que a humanidade ganhou de Deus: Nosso Senhor Jesus. Por meio dele podemos ter vida, e vida em abundância!
Fazemos nossas as palavras dos anjos por ocasião do nascimento de Jesus: 
“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.” (Lucas 2:10-14)
Assim, quer você celebre o Natal ou não, jamais se esqueça de demonstrar gratidão a Deus pelo incrível presente que a humanidade recebeu, nosso Senhor Jesus Cristo. Como diz 2 Pedro 3:18, “continuem crescendo na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória tanto agora como até o dia da eternidade. Amém.”
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Comentários

  1. O Natal se tornou uma data para bebeideira, bagunça e lucro, as pessoas se lembrão de tudo isso, menos do suposto aniversariante. Essa data só tem aparencia de algo bom.

    A bíblia já dizia a muito tempo "comamos e bebamos pois amanha morreremos", é isso que importa para maioria das pessoas.

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    1. Eu discordo de sua observação. Os excessos de alguns, ou mesmo da maioria, não condena a boa vontade de outros. Veja por exemplo, a questão de aniversários de casamentos. Todo mundo celebra, inclusive religiões proibitivas como as Testemunhas de Jeová. A vasta maioria comete excessos nessas festas: muita bebedeira, muita comilança. Mas não é por isso que os que querem celebrar essa data especial do modo correto e equilibrado, não deveriam fazê-lo. Assim vejo o Natal. Uma excelente oportunidade para se estar com a família e amigos, para celebrar o maior presente que a humanidade já recebeu: Jesus.

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    2. Bom dia!

      Excelente exemplo esse do casamento, afinal foi o próprio Deus quem o instituiu, e essa ocasião era comemorada por Judeus e Cristãos do passado, mas não podemos dizer o mesmo sobre os aniversários natalícios cuja a origem é exclusivamente pagã e era totalmente rejeitados pelos mesmos citados, os fatos históricos sobre isso é esmagador.
      Estar com a família e amigos é excelente, e isso não se deve restringir apenas alguns dias do ano.
      Os Israelitas fizeram um bezerro de ouro, a intenção não era adorar o “bezerro” mais a Jeová, mas Deus detestou aquela atitude (Êxodo 32: 5-7), da mesma forma 25 de dezembro se adorava o deus sol romano, mas hoje supostamente essa data é para comemorar o nascimento de Jesus, assim eu pergunto; será que Jesus agiria da mesma forma que seu Pai? (1 Coríntios 10:21)

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    4. Você claramente nem leu o artigo sobre a origem do Natal. Em primeiro lugar, verá que o artigo REFUTA a suposta origem pagã do Natal. Em segundo lugar, e agora falando de casamentos, que dizer das origens também pagãs do uso de alianças? Do uso de branco e de véu por parte da noiva? Das damas de companhia? Do bolo? Tudo isso tem origem pagã, mas não é por isso que as Testemunhas de Jeová e outros grupos que condenam o Natal não deixam de tê-los em suas celebrações.

      Um caso mais GRAVE ainda é o da Piñata. Aquele burrinho pendurado e cheio de balas que alguém, de olhos vendados, tenta acertar e abrir com um bastão. Muito popular em festas nos EUA e no México. Sabia que a Sociedade Torre de Vigia reconheceu abertamente a origem pagã desse costume? Ela diz:

      "Uma opinião comum é que os chineses talvez tenham sido os primeiros a usar algo parecido com a piñata como parte de sua celebração do Ano Novo, que marcava também o início da primavera. Eles faziam alegorias de vacas, touros e búfalos revestidas de papel colorido e cheias de cinco tipos de semente. Usavam-se bastões coloridos para romper as alegorias. O papel decorativo que as cobria era queimado e as cinzas juntadas e guardadas para dar boa sorte no ano entrante.

      Pensa-se que no século 13 o viajante veneziano Marco Polo levou consigo a “piñata” ao voltar da China para a Itália. Ali ela adquiriu seu nome atual, da palavra italiana pignatta, ou pote frágil, e passou a ser enchida com quinquilharias, jóias ou doces, em vez de sementes. A tradição espalhou-se então para a Espanha. Quebrar a piñata tornou-se um costume no primeiro domingo da Quaresma. Parece que no começo do século 16 missionários espanhóis levaram a piñata para o México.

      No entanto, os missionários talvez tenham se surpreendido (assim como nós) ao descobrir que os nativos do México já tinham uma tradição similar. Os astecas comemoravam o aniversário de Huitzilopochtli, seu deus do Sol e da guerra, colocando um cântaro de barro num poste no seu templo no fim do ano. Enfeitavam o cântaro com penas coloridas e enchiam-no com pequenos tesouros. Daí o quebravam com um bastão e os tesouros que caíam eram ofertados para a imagem do deus. Os maias também tinham um cerimonial em que participantes de olhos vendados batiam num cântaro de barro suspenso por uma corda.

      Como parte de sua estratégia para evangelizar os índios, os missionários espanhóis espertamente usaram a piñata para simbolizar, entre outras coisas, a luta do cristão para derrotar o Diabo e o pecado. A piñata tradicional era um cântaro de barro revestido de papel colorido e na forma de estrela com sete pontas enfeitadas. Dizia-se que estas representavam os sete pecados capitais: avareza, gula, preguiça, orgulho, inveja, ira e luxúria. Golpear a piñata de olhos vendados representava a fé incontestada e a força de vontade que vencem a tentação e o pecado. Os brindes dentro da piñata eram a recompensa."

      Veja que a Piñata não apenas tem uma origem pagã, mas também era um costume que foi adotado e "cristianizado" pela Igreja Católica! (Igualzinho ao Natal — supondo que este tenha realmente uma origem pagã). Mas sabe o que as Testemunhas de Jeová dizem sobre usar Piñatas nas festas? O seguinte:

      "Ao considerar se vai incluir uma piñata numa reunião social, o cristão deve ser sensível à consciência dos outros. (1 Coríntios 10:31-33) A coisa importante não é o que essa prática significava centenas de anos atrás, mas sim como é encarada hoje na sua região. Compreensivelmente, as opiniões variam de um lugar para outro. Assim, é sensato não criar caso por este motivo. A Bíblia diz: “Cada um persista em buscar, não a sua própria vantagem, mas a da outra pessoa.” — 1 Coríntios 10:24."

      Então, antes de afirmar aqui que o Natal é pagão, etc. e tal, tente me explicar por que a piñata, que claramente é pagã pode ser usada tranquilamente em festas por Testemunhas de Jeová, bem como os aspectos já citados acima sobre aliança de casamento, damas de companhia, vestido branco, bolo e véu. E por favor, leia nossos artigos antes de comentar.

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    5. Bom dia, agradeço por dedicar seu tempo em contra argumentar, os leitores são beneficiados por isso.

      Pode ter certeza que li sua matéria com carinho, vamos analisar algumas questões, o simples fato de as escrituras se silenciarem totalmente sobre algum servo de Jeová (Judeu ou Cristão) comemorar seu aniversário natalício já poderíamos parar para pensarmos neste assunto.

      Orígenes, um dos ‘pais da igreja” notou isso

      “Orígenes [escritor do terceiro século EC]. Insiste em que ‘dentre todas as pessoas santas nas Escrituras, não se registra nenhuma delas como tendo guardado uma festa ou realizado um grande banquete em seu aniversário natalício. São apenas os pecadores (como Faraó e Herodes) que fazem grandes festejos quanto ao dia em que nasceram neste mundo cá embaixo. ’” — The Católica Enciclopédia (Enciclopédia Católica), 1913, Vol. X, p. 709.

      Os senhores citarão algumas fontes, também poderia fazer uma lista de enciclopédias e pesquisadores sobre este assunto mostrando a origem do natal ligados à magia, astrologia, misticismo, idolatria, espiritismo, enfim, ao paganismo, mais ficaria muito extenso. Agora vamos as questões levantadas.

      Aliança: Aliança não é nada mais que um anel, era usado por povos pagãos, mais também pelos servos de Jeová, por exemplo a bíblia fala sobre o “anel de sinete” (Gin 41:41, 42), que uma pessoa poderia usar para selar um pacto ou uma “aliança” com alguém ou algo.

      Véu: A Wikipédia diz: “No judaísmo, cristianismo e islã, o ato de cobrir a cabeça está associado a modéstia e recato, e resguardo dos concupiscências de ambos quem utiliza e quem a pode ver”. A bíblia fala que em algumas ocasiões uma mulher cristas deveria cobrir a cabeça (1 Coríntios 11:3-16). Resumindo fazer uso de véu numa cerimónia de casamento é apropriado devido ser uma ocasião sagrada perante Jeová.

      Bolo: Nada mais é do que alimento, o apostolo Paulo disse a respeito das carnes que eram vendidas no açougue de sua épocas que eram oferecidas a ídolos, alguns comiam outros não divido a sua consciência (1Co 8:1-13), o mesmo se aplica ao bolo ou qualquer outro alimento, questão não é a comida e sim em que tipo de ocasião ela esta sendo usada.

      Pichorra: Uma leitora na França perguntou: Li com interesse o artigo “A Pinhata — uma tradição antiga” (22 de setembro de 2003). Mas fiquei em dúvida sobre algumas coisas. A sua ligação com a religião falsa foi bem documentada, porém me pareceu que o artigo deu a entender que, se a consciência da pessoa permitir, não há problema. E o que dizer de aniversários e celebrações como o Natal?

      S. W., Estados Unidos

      “Despertai!” responde: Os cristãos evitam celebrações ou costumes que ainda envolvem crenças ou atividades religiosas falsas, que violam princípios bíblicos. Por exemplo, no que diz respeito às festas de aniversário, a Bíblia é bem clara ao traçar uma imagem negativa sobre elas. (Gênesis 40:20; Mateus 14:6-10) Mas se estiver bem óbvio que um costume atualmente não tem significado religioso falso e não envolve nenhuma violação dos princípios bíblicos, cada cristão deve avaliar e decidir se vai segui-lo ou não.

      Eu perticularmente só vi pichorra no programa do Chaves na festa da vizinhaça.

      Conclusão

      A Pinhata, bolo, vestido e véu são “coisas” que podem ser usadas em diferentes ocasiões, muito diferentes do natal que uma data religiosa para adorar o deus sol disfarçado de Jesus


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    6. Novamente, prezado "Anônimo", o senhor(a) foge inteiramente de nossos argumentos, quer por desconhecê-los, quer por não poder refutá-los. Não importa quantas fontes indiquem uma origem "pagã" de aniversários ou Natal, o que importa é como a prática é vista hoje em dia.

      Sua citação de Orígenes cai na categoria acima. Mesmo assim, ao verificarmos essa citação da Enciclopédia Católica, não pudemos deixar de notar que ela estava inserida num contexto em que mostrava que os cristãos antigos guardavam sim aniversários, mas inicialmente era o aniversário da morte da pessoa, ou de seu martírio.

      Vejamos, então, o INTEIRO CONTEXTO da citação:

      "Assim, São Ambrósio declara que "o dia do nosso enterro é chamado nosso aniversário (natalis), porque, sendo libertados da prisão de nossos crimes, nascemos para a liberdade do Salvador", e ele continua, "por isso, esse dia é observado com uma grande celebração, pois é na verdade uma festividade da mais alta ordem morrer para nossos vícios e viver apenas para a justiça". E encontramos inscrições como as seguintes:

      PARENTE FILIO MERCURIO FECE 
      RUNT QUI VIXIT ANN V ET MENSES VIII 
      NATUS IN PACE ID FEBR

      Onde "natus in pace" se refere claramente ao descanso eterno. Então, de novo, Orígenes tinha evidentemente algum pensamento semelhante a isso quando ele insiste que "‘dentre todas as pessoas santas nas Escrituras, não se registra nenhuma delas como tendo guardado uma festa ou realizado um grande banquete em seu aniversário natalício. São apenas os pecadores (como Faraó e Herodes) que fazem grandes festejos quanto ao dia em que nasceram neste mundo cá embaixo.’”

      (Enciclopédia Católica, ibid.)

      Assim, a Enciclopédia Católica deixa claro que o que Orígenes estava condenando era a celebração do nascimento nesta vida terrestre, ou "neste mundo cá embaixo", pois os cristãos de sua época já celebravam o aniversário da morte.

      Obviamente, nem o fato de Orígenes ter condenado os aniversários de nascimento neste mundo, nem o fato (comprovado ou não) de o Natal ter tido origem pagã podem ser usados como base concreta e irrefutável para os cristãos atuais deixarem de celebrar aniversários ou o Natal, pelo mesmíssimo argumento usado pelas Testemunhas de Jeová ao permitirem o uso de Piñatas em suas reuniões sociais.

      Por essa mesma razão, não cabe aqui eu alistar, conforme sua solicitação, enciclopédias ou pesquisadores sobre a origem dos natalícios, pois, citando novamente o artigo sobre as Piñatas:

      "A coisa importante não é o que essa prática significava centenas de anos atrás, mas sim como é encarada hoje na sua região. Compreensivelmente, as opiniões variam de um lugar para outro. Assim, é sensato NÃO CRIAR CASO por este motivo."

      (P.S.: Afirmar que celebrar o Natal é adorar o Deus Sol disfarçado de Jesus é, no mínimo, uma declaração delirante. Ninguém pensa em deuses pagãos ao celebrar o Natal, muito menos ao celebrar o próprio aniversário. Ademais, a resposta que Despertai! deu ao seu leitor preocupado é tendenciosa e falha ao sugerir que a Bíblia 'traça uma imagem negativa sobre' aniversários meramente por citar coisas ruins que aconteceram em dois aniversários registrados em Gênesis e Mateus. Isso é mera interpretação. Pelo mesmo argumento, poderíamos dizer que usar maquiagem, ouro, pérolas e roupas caras é errado, em virtude do que dizem Ezequiel 23:40, 2 Reis 9:30 e 1 Timótelo 2:9-10. Em Ezequiel e 2 Reis, as três mulheres que se maquiaram (Aolá, Aolibá e Jezabel) eram prostitutas, e 1 Tim. 2:10 diz que o adorno da mulher deve ser o das boas obras. Poderíamos usar o mesmo argumento de "luz negativa" da Torre de Vigia para condenarmos o adorno de mulheres — como algumas religiões fazem —
      mas isso certamente seria falso. Do mesmo modo é falso o argumento de "luz negativa" sobre os aniversários registrados em Gênesis 40:20 e Mateus 14:6-10.)

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    7. Veja abaixo a verdadeira origem de alianças, bolos, véus, etc., no contexto de casamentos:

      ALIANÇAS DE CASAMENTO:

      Alianças normais são uma coisa, alianças de CASAMENTO são outra coisa. A própria Torre de Vigia reconhece a origem pagã das alianças de casamento:

      Indicando a origem não cristã de muitas das doutrinas, das cerimônias e das práticas da cristandade apóstata, o cardeal católico romano John Henry Newman, do século 19, escreveu no seu Essay on the Development of Christian Doctrine (Ensaio sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã): ...a aliança nos casamentos...são todos de origem pagã e santificados pela sua adoção na Igreja.”

      Livro Clímax de Revelação, cap. 33 p. 236

      BOLOS DE CASAMENTO:

      Bolos são uma coisa, bolos de CASAMENTO são outra coisa:

      Sobre sua origem, o livro "Bolo de Casamento: Uma Fatia da História" ("Wedding Cake: A Slice of History"), diz:

      "Uma das primeiras tradições começou na Roma antiga, onde o pão foi quebrado na cabeça da noiva para trazer boa sorte ao casal."

      Também, "Noiva, Batismo e Outros Bolos" ("Bride, Christening and Other Cakes"), do livro da Senhora Beeton sobre Gerenciamento Doméstico, na página 1129, diz:

      "Desde a antiguidade, casamentos costumavam ser celebrados com um bolo especial. As cerimônias de casamento romanas antigas eram finalizadas por se quebrar um bolo de trigo ou cevada (mustaceum) sobre a cabeça da noiva como símbolo de boa sorte. Os recém-casados então comiam algumas migalhas em um costume conhecido como confarreatio — comer juntos. Depois, os convidados do casamento juntavam as migalhas como símbolos de boa sorte. (...) Quando os romanos invadiram a Grã-Bretanha no A.D. 43, muitos dos seus costumes e tradições se tornaram parte da vida britânica. A invasão normanda de 1066 incorporou posteriormente muitas tradições francesas na vida britânica. Outras mudanças surgiram devido ao aumento do comércio e do contato com a Europa, mas nossas tradições atuais do casamento permanecem firmemente enraizadas no passado."

      O VÉU

      O uso de véu é um coisa, mas o uso de véu no CASAMENTO é uma tradição romana:

      "Sobre a túnica era usado o véu de noiva, o "flammeum" (véu de cor flamejante). O véu da noiva era tão importante que 'nubere' (cobrir-se com véu) é a palavra usada regularmente para o casamento de uma mulher".

      (Harold Whetstone Johnston, "A Vida Privada dos Romanos" [The Private Life of the Romans])

      O mesmo livro afirma que, além do véu, o cabelo da noiva era trançado. O motivo era evitar que ela fosse atacada por "pequenos demônios de chifres".

      Isso sem falar em outros aspectos do casamento, como as DAMAS DE COMPANHIA, cuja função também era a de proteger a noiva de espíritos maus! (https://www.brides.com/story/history-of-wedding-traditions)

      CONCLUSÃO

      O senhor(a) evidentemente não considerou a origem dos costumes relacionados com seu uso nos CASAMENTOS. Como vimos, até mesmo a Torre de Vigia admitiu que as alianças de casamento eram pagãs!

      Naturalmente, nossa posição continua a mesma nesses e em outros costumes (Natal, aniversários, etc.) A origem de tais não importa, mas apenas o significado atual. Além disso, respeitamos a consciência de cada cristão em tais assuntos.

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    8. A verdade é que seu artigo é muito equilibrado e libertador, ao invés de nos isolar e desagregarmos a família, estaremos juntos, nos abraçando, nos confraternizando e não nod colocando numa posição de soberba e segregação em relação a nossos familiares. Muitos se lembram sim de Jesus ou pelo menos do Espírito de Amor nessa época. Muitos que ficam tão preocupados com tais celebrações acabam fazendo como os fariseus, coam o mosquito mad engem o camelo.

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    9. Deixemos que Cristo responda esse comentário....

      "Mas quem me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai, que está nos céus. Não pensem que vim trazer paz à terra; vim trazer não a paz, mas a espada. Pois vim causar divisão: o homem contra o pai, a filha contra a mãe, e a nora contra a sogra. Realmente, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não aceita a sua estaca de tortura e não me segue não é digno de mim". ( Mateus 10: 33-38)

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    10. Eu entendo que muito mais importante do que condenar o Natal, como fazem as Testemunhas de Jeová e outros grupos fundamentalistas, é não seguir a Cristo do modo como ele manda, conforme seu texto citado. Seguir a Cristo significa se consagrar até morte, participar dos emblemas e viver uma vida sacrificial, isto é, levando a cruz até o fim, para obter a recompensa celestial. As Testemunhas de Jeová criam uma cortina de fumaça com essas questões menores de celebrações, fumaça essa que obscure o verdadeiro sentido de ser cristão e ensinam doutrinas não bíblicas de uma classe de "cristãos da Terra", não santificados, não justificados e que não são filhos de Deus, mas apenas "amigos". Isso sim é não aceitar a cruz de Cristo!

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  2. Difícil mesmo é qualquer TJ obter um conceito equilibrado sobre as comemorações. Até porque as TJs não estão autorizadas a estabelecer um conceito por si, a menos que esse receba a chancela da WT...
    Ótimo Artigo!

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    1. Obrigado! Que todos nós possamos exercer nossa consciência guiada pelo conhecimento bíblico para decidir o que celebrar em cada caso. Abraços!

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  3. Olá...gostria de saber; os estudantes da bíblia comemorão o dia das bruxas?

    Obrigado

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    1. A vasta maioria não celebra em virtude das atuais conexões ocultistas. Alguns poucos entendem que a origem do feriado tem que ver com uma homenagem aos santos falecidos, e, por isso, deixam seus filhos celebrarem. Nesse caso, os filhos não usam roupas grotescas, de monstros e vampiros, mas roupas de personagens de quadrinhos e outras coisas inofensivas. Nosso grupo no Brasil, nas ocasiões em que falamos sobre isso, considera errado celebrar o Halloween. Pessoalmente penso assim também.

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  4. Muito interesante a resposta que foi dado ao nosso colega com respeito ao Halloween , ele não é comerado mas o Natal sim, mas os dois tem a mesmíssima origem na magia , espiritismo, ocultimos, paganismo, etc.

    Não estou me referindo a objetos ou coisas que foram e são ultizadas nestas ocasiões e que foram e são usados para outros fins, mas sim o fundamento, origem, os objetivos de tais dias terem surgido no passado.

    O Halloween não é comemorado porque esta cheio de "bichinhos feios", o natal e aniversarios pode porque tem balões coloridos, a "cara" da comemoração de hoje não muda seu passado.

    Ambas vieram do mesmo lugar.

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    1. Discordamos que ambas as comemorações são a mesma coisa. Recomendo que leia nosso artigo sobre a origem do Natal. Pode não ter tido NENHUMA origem pagã. Mas suponhamos que tivesse. Então, o Natal teria sido uma festa de origem pagã que foi CRISTIANIZADA. A tal ponto que ninguém hoje se lembra do Deus-Sol. Ninguém sai por aí dizendo que precisa escrever cartões, ou dar presentes, por causa do Deus-Sol. Pelo contrário, o verdadeiro foco do Natal é Cristo. Agora, no caso do Halloween, o que temos é o processo reverso. Uma celebração que provavelmente tinha origens cristãs mas que foi sendo contaminada, cada vez mais, com o ocultismo. São duas coisas bem diferentes. E, por fim, lembrando: o cristão livre deve ser capaz de decidir, usando sua própria consciência, o que ele(a) vai celebrar. Nenhuma religião precisa decidir o que é certo e o que é errado, especialmente quando há tantas nuances históricas envolvidas.

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