Existe desassociação entre os Estudantes da Bíblia?


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Sim, existe, pois a expulsão dos pecadores impenitentes é bíblico. A respeito de um fornicador na congregação, Paulo disse: “Removei o homem iníquo de entre vós.” (1 Cor. 5:13)

Mas como os Estudantes da Bíblia tratam as pessoas excluídas? 

Veja o que o livro “A Nova Criação” comenta sobre isso:


“Mas, em relação a outros, que “andam desordeiramente” a instrução é muito diferente. Tal irmão ou irmã excluído não deve ser tratado como um inimigo, nem considerado como tal; mas como um irmão que erra, como o Apóstolo diz mais adiante, na mesma epístola: “Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta [ou seja, se a pessoa for desordeira, sem vontade de submeter-se ao conselho, raciocínio e regras de ordem sadias, generosas e amorosas] notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão.” (2 Tes. 3:14, 15) Um caso como esse exigiria alguma oposição aberta e pública por parte desse irmão contra as regras de conduta estabelecidas pelo Apóstolo, que era porta-voz do Senhor; e uma oposição tão pública aos retos princípios deve ser repreendida pela congregação, se decidirem que o irmão está andando tão fora da linha que ele precise ser admoestado; e se ele não concordar com as palavras salutares dada a nós por nosso Senhor através do Apóstolo, ele deve ser considerado como estando tão em desacordo que, em resultado disso, ele não estaria mais adequado para usufruir da comunhão dos irmãos até que ele concordasse com esses requisitos razoáveis. Ele não deve ser ignorado na rua pelos irmãos, mas ser tratado com cortesia. A exclusão deve ser apenas dos privilégios de se reunir e de quaisquer associações fraternais especiais, etc., peculiares aos fiéis. Isso está implícito também nas palavras de nosso Senhor: “Que ele seja para ti como um gentio e publicano (cobrador de impostos).” Nosso Senhor não quer dizer que devemos fazer mal a um homem pagão ou a um publicano, nem tratá-los sem bondade; mas apenas que não devemos ter comunhão com tal pessoa como irmãos, nem ser íntimo de tal pessoa, nem quais novas criaturas compartilhar nossas confidências e intimidades com tais. A família da fé é para ser fortemente unida pelo amor mútuo e pela empatia, e pelas diversas expressões destes.” (F303-304)
CASOS EM QUE O CONTATO DEVE SER EVITADO


Ao considerar essa fase do assunto, podemos parar um momento para nos indagar até que ponto a Igreja, direta ou indiretamente, ou por meio de seus anciãos, deve exercer esse dever de advertir os desordeiros e, eventualmente, excluí-los da congregação. A Igreja não tem o poder de excluir alguém permanentemente. O irmão que, tendo ofendido um irmão ou todo o corpo da Igreja, retorna e diz: “Eu me arrependo da minha conduta errada e prometo que farei todo o esforço para fazer o que é certo no futuro”, ou o equivalente a isso, deverá ser perdoado — totalmente, liberalmente — tão calorosamente quanto esperamos que o Senhor perdoe as transgressões de todos. Ninguém, a não ser o Senhor, tem o poder ou a autoridade para remover qualquer indivíduo eternamente — o poder de cortar um ramo da Videira. Somos informados de que há um pecado que resulta em morte, pelo qual é inútil orar (1 João 5: 16); e devemos esperar que um pecado tão intencional que traga a penalidade da Segunda Morte seja tão aberto, tão flagrante, a ponto de ser prontamente discernido por aqueles que estão em comunhão com o Senhor. Não devemos julgar ninguém pelo que está em seu coração, pois não podemos ler corações; mas se cometerem o pecado intencional até a morte, certamente isso se manifestará exteriormente — por seus lábios, se forem transgressões doutrinárias, negando o precioso sangue da expiação; ou por suas imoralidades, se voltarem a andar pela carne, como “a porca lavada [que] voltou a revolver-se na lama”. É com respeito a tais, referidos em Heb. 6:4-8; 10:26-31, que o Apóstolo nos adverte a não termos nenhum trato — não comer com eles, não recebê-los em nossas casas, e não cumprimentar-los (2 João 9-11); porque aqueles que se associam com eles ou os cumprimentam seriam considerados como inimigos de Deus, e como participando das más ações ou más doutrinas, conforme fosse o caso. (F302)
Como se vê, na grande maioria dos casos não há o OSTRACISMO, principalmente o praticado de modo institucionalizado.

Para detalhes adicionais sobre como os Estudantes da Bíblia lidam com sérias transgressões, veja o vídeo:
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